185 migrantes rohingya chegam à Indonésia após semanas no mar

Recentemente outros 57 migrantes chegaram ao país, fugindo da perseguição em Mianmar e das condições precárias em Bangladesh

De acordo com a polícia da Indonésia, 185 migrantes rohingya chegaram ao país na segunda-feira, 26. Entre eles há mulheres e crianças, que estavam há semanas no mar. Na última sexta-feira, 23, o ACNUR, a Agência da ONU para os Refugiados, alertou para cerca de 190 rohingyas à deriva no Mar de Andaman há cerca de um mês.

“Há 185 migrantes Rohingya que desembarcaram em Pidie na segunda-feira 26 de Dezembro por volta das 17h30 (hora local)”, disse um porta-voz da polícia regional. De acordo com as autoridades, os 85 homens, 70 mulheres e 32 crianças recém chegados estão temporariamente alojados no distrito de Muara Tiga, no norte do país.

No domingo, 25, outros 57 migrantes chegaram à Indonésia e ficaram retidos em Ace, enquanto há pouco mais de um mês, entre 15 e 16 de Novembro, as autoridades encontraram dois grupos com 110 e 119 migrantes rohingya.

Na sexta-feira, 23, o ACNUR emitiu um comunicado apelando aos governos da região para responderem aos pedidos de ajuda de cerca de 190 migrantes rohingya à deriva entre o Mar de Andaman e a Baía de Bengala. De acordo com a organização, pelo 20 pessoas a bordo teriam morrido enquanto aguardavam o resgate do barco, que está no mar há pelo menos um mês.

Segundo o ACNUR, é difícil confirmar se as informações são verdadeiras, mas caso sejam “isso levará o número de mortos e desaparecidos na Baía de Bengala e no Mar de Andaman para quase 200 este ano”. O número, segundo a Agência da ONU, representa cerca de 10% de pelo menos 2.000 pessoas que enfrentaram viagens marítimas arriscadas na região durante 2022.

Milhares de rohingyas, minoria muçulmana perseguida em Mianmar, abandonam todos os anos os acampamentos de refugiados de Bangladesh para tentar chegar, pelo mar, à Malásia ou Indonésia, mas muitos morrem durante a travessia, realizada em embarcações precárias e superlotadas, que por diversas vezes ficam semanas à deriva.

Por Amanda Almeida, da Equipe de Comunicação Virtual

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