Metade dos venezuelanos refugiados que chegam ao Brasil decide ficar

Desde 2017, o Brasil recebeu 717.000 venezuelanos, dos quais quase metade decidiu continuar vivendo no país

Quase metade dos 717.000 venezuelanos que entraram no Brasil desde 2017 resolveu no ficar no país, apontam estatísticas da Operação Acolhida. Com a participação do governo brasileiro e diversas organizações, mais de 72.000 migrantes venezuelanos foram interiorizados e hoje tem moradia e trabalho em várias partes do Brasil.

Atualmente, pelo menos 75% dos pedidos para permanecer no país são para residência. Em 2018, o primeiro ano da Operação Acolhida, 65% dos pedidos de permanência eram para refúgio, quando a pessoa deixa seu país de origem por motivo de perseguição ou uma situação de grave violação de direitos humanos. Hoje, esse tipo de pedido corresponde a 25% do total.

No momento, cerca de 120.000 venezuelanos possuem autorização de residência temporária no Brasil, com prazo de até 2 anos. Outros 79 podem residir no país por tempo indeterminado, após cumprirem uma série de requisitos do Governo Federal para receber a permissão. Do total de venezuelanos que entrou no país, 47% decidiu ficar – o equivalente a cerca de 325.000 pessoas.

Brasil é o 5º mais procurado por venezuelanos
De acordo com dados da plataforma R4V, que reúne informações do sistema das Nações Unidas e do governo brasileiro, o Brasil é o quinto destino mais procurado por venezuelanos para viver. Em primeiro lugar está a Colômbia, com 1.842.390 refugiados venezuelanos; seguida pelo Peru, com 1.286.464. Equador (513.903) e Chile (448.138) ocupam a terceira e quarta posição, respectivamente.

Junto aos grandes números de migrantes venezuelanos que vem ao Brasil, chegam também centenas de menores desacompanhados ou sem documentação. Em 2021, cerca de 5.000 crianças chegaram ao Brasil sem documentos ou sem o responsável legal, segundo dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Essas crianças são, então, devidamente identificadas e recebem apoio para se encontrar com suas famílias, que já se vivem no país.

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