Mulheres e meninas são maioria dos deslocados pela guerra na Ucrânia

Segundo informações da ONU mulheres, a maioria dos deslocados pela guerra são mulheres e meninas, que estão mais expostas a riscos relacionados ao gênero.

Ucranianas aguardam em centro de apoio em Varsóvia, Polônia. Foto: ACNUR/Maciej Moskwa

Segundo a diretora-geral da ONU mulheres, Sima Bahous, do total de deslocados pela guerra, que já superam os 10 milhões, pelo menos 90% são mulheres e meninas. Bahous complementou a informação afirmando que as deslocadas estão “expostas a riscos relacionados ao gênero, como tráfico humano, violência sexual e acesso impedido a serviços e bens essenciais.”

Sima afirmou ainda que, segundo relatos, alguns desses riscos já estão acontecendo e, por isso, ela apela por uma “resposta urgente da comunidade internacional para garantir prioridade aos direitos e necessidades das mulheres e meninas” deslocadas pelo conflito na Ucrânia. Bahous assegurou, ainda, que as mulheres de ONGs no país e em territórios vizinhos estão qualificadas para ajudar, fornecendo todo o apoio necessário para as ucranianas que estão arriscando suas vidas ao fugir da guerra.

Deslocados superam os 10 milhões
Mais de 10 milhões de pessoas já foram obrigadas a se deslocar por causa da guerra na Ucrânia desde seu início em 24 de fevereiro, de acordo com informações do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados. Desse total, pelo menos 6,5 milhões estão deslocados internamente, enquanto que 3,7 milhões fugiram para outros países.

De acordo com informações divulgadas pelo Unicef, pelo menos 4,7 milhões de crianças e adolescentes ucranianos estão deslocados pela guerra. O número equivale à metade da população infanto-juvenil do país e pelo menos 1,8 milhão de menores cruzaram as fronteiras e estão refugiados, enquanto 2,5 milhões vivem como deslocados em outras áreas do país.

Mulheres e meninas são maioria dos deslocados

Risco de tráfico humano

Com a intensificação dos conflitos na Ucrânia e o deslocamento em massa de pessoas dentro e fora do país, a Organização Internacional para Migrações (OIM) alertou para o aumentou do risco de tráfico humano nas fronteiras.

Apesar de difíceis de serem identificados em situações como a atual, quando há deslocamento em massa, a agência explica que “relatos iniciais de dentro e fora da Ucrânia indicam que existe o potencial para os traficantes explorarem as vulnerabilidades das pessoas que fogem da guerra”. Segundo as informações, foram reportados casos de violência sexual e de indivíduos que oferecem serviços de transporte aos ucranianos, com intenções de explorar essas pessoas.

Segundo destaca o diretor-geral da OIM, António Vitorino, os deslocados que deixam a Ucrânia são na “maioria mulheres, crianças e idosos, incluindo pessoas que estão desacompanhadas ou foram separadas de suas famílias, além de nacionais de outros países”. Por terem precisado deixar suas casas de repente, esses grupos tem uma vulnerabilidade maior quanto ao tráfico humano, pois perderam acesso repentino a suas fontes de renda.

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