Traficantes de pessoas dão informações falsas a migrantes, diz relatório

Relatório analisou as fontes de informações dos migrantes que tentam chegar aos EUA

De acordo com um relatório divulgado pelo Tech Transparency Project (TTP) traficantes de pessoas muitas vezes divulgam informações falsas sobre as políticas de imigração dos EUA em postagens no Facebook e WhatsApp. O relatório foi divulgado na terça-feira, 26, e contou com a participação de 200 migrantes.

Enquanto as autoridades americanas tentam desencorajar a migração para os EUA através da fronteira com o México, traficantes de pessoas se aproveitam de migrantes que utilizam plataformas sociais, como o Facebook e o WhatsApp, para obter informações sobre a viagem.

“A descoberta recente de um caminhão que carregava 46 migrantes mortos em San Antonio demonstra a importância de que os migrantes tenham acesso a informações confiáveis para fazer escolhas seguras e informadas sobre sua viagem”, afirma o relatório do TTP.

O relatório mostra diversas postagens no Facebook e WhatsApp, que afirmam que as autoridades de fronteira permitem que mulheres grávidas entrem nos EUA, além de mostrarem condições favoráveis para cruzar a fronteira ao falsificar o estado dos rios que terão que atravessar, passar migrantes e oferecer documentos falsos. “Quase 70% dos migrantes diz que regularmente buscam por informações no Facebook, mais do que qualquer outra fonte de informações boca-a-boca”, demonstra o documento.

Segundos as informações obtidas pela equipe do Tech Transparency Project, os traficantes de pessoas comumente se infiltram em grupos de migrantes ou de compra e venda no Facebook e WhatsApp. De acordo com relatório, as postagens dos “coyotes”, que realizam a travessia dos migrantes pela fronteira, às vezes se assemelham a anúncios de viagens, listando uma série de serviços e garantias ou prometendo viagens fáceis.

Apesar da proibição do Facebook de conteúdos que ofereçam ou facilitem o contrabando de pessoas, o relatório demonstra que “em grupos de migrantes, os coyotes geralmente respondem perguntas sobre as condições na fronteira ou sobre o status da lei de migração dos EUA com ofertas de documentos falsos ou de transporte.”

Durante a pesquisa, diversos migrantes informaram aos entrevistadores que “a informação postada no Facebook era a ‘mais real’ e que refletiam a experiência de pessoas que haviam migrado para os EUA”. Além disso, o WhatsApp também é popular entre quem tenta migrar para os EUA, pois é percebido como “uma comunicação direta com pessoas que tem conhecimento pessoal sobre migrar para os EUA”, afirma o relatório.

O relatório completo, em inglês, pode ser acessado no site do Tech Transparency Project.

Por Amanda Almeida, da Equipe de Comunicação Virtual

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