Travessias diminuem, mas aumenta o risco de mortes de migrantes no mar

Em 2021, o número de mortes no mar esteve próximo ao total de 2015, quando mais de um milhão de pessoas cruzaram o mar para a Europa

De acordo com dados divulgados na sexta-feira, 10, pelo ACNUR, a Agência da ONU para os Refugiados, apesar do número de migrantes e refugiados que cruzam o Mediterrâneo para a Europa ser menor do que em 2015, as viagens estão se tornando mais fatais. Entre 2014 e 2021, mais de 24.400 pessoas perderam a vida ou desapareceram tentando chegar à Europa.

De acordo com a porta-voz do ACNUR, Shabia Mantoo, após o pico de travessias em 2015, quando mais de um milhão de migrantes cruzaram o Mediterrâneo para chegar à Europa, o número de pessoas cruzando a mesma rota registrou tendência de queda, mesmo antes da pandemia de Covid-19, quando os números caíram devido a restrições de movimentação. Em 2018, foram 141.500 cruzamentos individuais, em 2019, foram 123.700, em 2020, 95.800. Em 2021, foram registradas 123.300 travessias.

Apesar do menor número de travessias, quando comparadas a 2015, o número de mortes teve um aumento acentuado. No ano passado, cerca de 3.231 pessoas foram registradas como mortas ou desaparecidas nas rotas do Mediterrâneo e do noroeste do Atlântico, contra 3.771 mortes ou desaparecimentos em 2015, quando as travessias tiveram seu pico. Em 2020, foram 1.881 pessoas, contra 1.510 em 2019 e pelo menos 2.277 em 2018.

De acordo com Mantoo, ainda mais pessoas podem ter morrido ou desaparecido nas rotas terrestres, como o deserto do Saara e áreas de fronteira remotas. Segundo ela, é preocupante “o fato de que mortes e abusos também são generalizados ao longo das rotas terrestres, mais comumente dentro e através dos países de origem e trânsito, incluindo Eritreia, Somália, Djibuti, Etiópia, Sudão e Líbia.”

Muitos dos migrantes estão em fuga de conflitos, violência e perseguição e, durante suas jornadas, têm poucas opções a não ser contar com contrabandistas para atravessar o deserto do Saara, que os expõem a altos riscos de abusos. “Em muitos casos, aqueles que sobrevivem à viagem pelo Saara tentam cruzar o mar e são frequentemente abandonados por seus contrabandistas, enquanto alguns dos que saem da Líbia são interceptados e devolvidos ao país, onde ficam detidos”, afirma a porta-voz da Agência.

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